No escuro
ele respira.
Nenhum som
nenhuma luz
nenhuma idéia
nenhum toque
nem ao menos o gosto
penetra
aquele escuro.
Sem noção de corpo,
sem noção de toque
sem noção de memória,
ele vive.
Inspiração
silenciosa
expiração.
Olhos
ouvidos
mãos
sexo
virgens.
Ainda assim
tudo enxerga
tudo escuta
tudo toca.
É um tocar a
si mesmo,
onde
som toca
e
pele escuta
aquele escuro.
Não há outros
por perto
não há
ele
por dentro
e não existem
horas.
Essa é sua vida.
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segunda-feira, 31 de agosto de 2009
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Surrealismo

Rainer Arnulf
Me pareceu muito com alguma figura política, ou um homem qualquer que não sabe de suas possibilidades, alguém que se projeta,
uma idéia de outrem,
nosso pensamento
em cima da atitude de outro,
uma conceitualização,
uma máscara da beleza
que encoberta a
beleza da vida.
Mas acima de tudo me pareceu pertinente,
sua presença no blog,
só.
quarta-feira, 15 de abril de 2009
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