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quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Nós

A verdade humana é tão ridícula
que
se tornou mais
sincero
procurar
em lugares exóticos,
idéias,
textos antigos,
partículas,
e o
resultado
é
uma bomba atômica
a mais
de
coisas inúteis.

Os que

a procuram

no

agora

pensam que são loucos,

estes
os mais humanos,

tem
dúvidas

exitenciais,

os idiotas

tem crises.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Picabia


Edtaonisl - 1913

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Liberdade

Não sei ao certo o que quero dizer com esse título,
talvez "Ramshakle Day Parede" seja um bom começo,
pois o que ao certo é essa liberdade
que procuraram antigamente, que depositaram sangue e suor e busca da idéia, da aceitação da idéia do outro sem a contestação
e com o entendimento.

Ramshakle day Parede é uma música como outras que possuem som em uma sequência organizada com alguém cantando suas opiniões em diferentes notas e tons, eu escolhi ela aleatoriamente para mostrar que perguntar o porque desde o começo de um argumento não é entender e sim questionar em busca de uma resposta inteligente, deixando o argumentador a deriva, sozinho no oceano de sua imersão filosófica.

O que é a liberdade se vivemos com questionadores a nossa volta como parasitas em busca da frase que sintetisa todo o pensar de alguém, que demonstre toda a inteligencia de quem da a resposta a perguntas sem respostas.

Qual é o problema do "não sei"?

Não sei.

Mas muita gente sabe, e muita gente não sabe não saber. É quase uma arte, só não é porque não é remunerada.

A liberdade de falar, não existe.
De pensar...
tem que ser muito livre para se levar todos os pensamentos até o limite
até onde ele se perde nele mesmo e
pede por favor para que
você o deixe a sós,
só depois de kilometros de distância a fundo
se chega a liberdade de pensamento.

Então

não sei.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Laura


Na hora da pergunta ela estava tremendo. Mesmo sendo sua ofensiva, tremia. Nunca havia questionado o amor e ainda assim teve à audácia. Era sábado a tarde quando teve a surpresa do encontro funesto. Seu pai havia morrido e com ele o último galho da ávore se transformava em pó, agora era só, era o caule que andava. Sem folhas ainda e essa era a pergunta. Ele iria cuidar de seu jardim?

A resposta como todas já era sabida. A questão era só uma confirmação para rima da melodia em seu corpo. Sua mente não tinha mais cama para idéias, estava lotada e uma rebelião era iminente. Nunca gostou de dar um basta mas ao aquele porto da vida parecia o ideal lugar para se zarpar em uma aventura longinqua, aventura das que não se olha mais para trás por anos e anos.

Silêncio. David, homem forte de traços retos e olhar suave, não disse uma só palavra. Lágrimas fugiam enquanto suas mãos as pegavam de volta. Jurou para si mesma que esse era o último olhar que faria em direção àqueles olhos. Mentiu mais uma vez, sempre o fizera e sempre o faria.

David em silêncio se levantou. Andou para mais perto e cumprindo a mentira ela o lhou mais uma vez, agora não se importando com lágrimas ou o tempo, todos haviam morrido naquele sábado.

Respirou profundamente pois sabia que agora ele teria que falar alguma coisa mesmo qu eo que queria era profundo demais para palavras e bonito demais para imagens. David a abraçou com firmeza, ela derreteu sustentada pelos seus braços.

Lágrimas esquentaram suas bochechas, seus olhos se tornaram lagoas e seus anseios simples toques de ventos na pele. Sua mente não pensava só olhava enquanto sua resposta era vivida.
Paiting by Chuck Close

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Bar em Trastevere

Frequento o bar mais fudido da região. É uma constatação a essa hora, estou aqui a quatro horas e conheço boa parte dos que frequentam agora. A maior parte é composta de deformados, barbudos e desempregados. Todos me cumprimentam com grunhidos, sons que não pertencem a nenhuma língua além da experiencia de vida. Os outros bares possuem conversas "agradáveis", "elevadas", "drogadas" e tudo o mais, aqui só vejo sorrisos, não querem mais dor, ninguém filosófa sobre nada, ninguém se interessa por qualquer tipo de coisa além de uma bunda ou um peito. Cada um faz o seu trabalho, uns bebem, outros desenham, alguns escrevem, outros servem e alguns abanam o rabo. Todo mundo tem um rabo. Estou em pé no canto, lugar altamente privilegiado e disputado a olhares e ameaças físicas. O banheiro é uma instalação plástica, no sentido literal da palavra. O vinho é uma merda mas feito de uva. A café é nojento mas estranhamente o que mais vicia da região. O sujeito maldito que serve no bar, está deprimido há doze anos, não fala com ninguém e nem por isso resolveu escrever um blues. Seu filho morreu, pelo que seu olhar indica, mas tudo leva a crer que é o mendigo da esquina. Este eu conheço está ali trabalhando a três anos, seu pai nunca mais olhou pela janela. Um assaltante americano muito boa praça bebe comigo, ele perdeu seu passaporte e sua profissão se resume a "I do things that i don´t wanna do." a maioria do mundo trabalha nisso mas ele me pareceu mais sério que os outros. Seus amigos africanos foram deportados e ele por se parecer o Bruce Lee continuou no país. Sinto que ele está meio solitário e proponho que pule da ponte, seria uma morte honrrosa... ele não concorda. Está já de porre total enquanto turistas de seu prórpio país flertam de passagem, cansou de assaltos fáceis e me diz que prefere coisas que envolvem viciados em crack e outras drogas,"awesome stuff" ele diz. Meio sonolento peço um café, em meio a mais um vinho, ele reprova, eu jogo o café dentro do vinho, ele aprova, "brave shit, that will put some hair in your chest", eu concordo. Bruce sai de perto, continuo o canto, é meu e daqui só saio em direção ao banheiro, natural, shit i ad. Já são 4:30 quando o sujeito decide fechar o bar, um motim é formado, mas como é um motim usual, nem mesmo os amotinados levam a sério. Vou para casa, não sonhar. Quem apaga não sonha.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Importante Para Toda Sua Vida

bbababllaalalablabbla

Toda criança
Blablabllablbablablbalblablabla
bablaabl
BBLLLLLMMMMM


No meio da vida
Jajajajajajajajajaj
jejejeje
jii.

MAS

NANANANANNANAN
nonooonnon

mummuummummmmm
Um dia te perguntarão
UUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU?
mas nunca
aaaaaaa
oooooooooo
iiiiii hih hi ih hi hi ihi i ihih ihi hh ihi

Deus talvez
got got got got got got got gog og go go gooo o

seja gay
MAMAMMAMAMAsssss.

Ontem
mimi im
yes yes yes no no no no
home.

Sempre
tutututututut
nononono
cucucu.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Votação Secreta?!

Como é possível que haja uma votação secreta na Câmara dos Deputados? Ou no Senado? Ou em qualquer tipo de Orgão público? É inconstitucional e herança da famosa Ditadura, com D maiúsculo pois alguns não sabem que aconteceu aqui no país do samba. A capital do país é no meio do nada, um plano atrasado e completamente surreal, hoje na era da informática, projetou uma capital longe dos olhos da população e de sua revolta. Como se criar uma manifestação contra algo que ocorre ou ocorrerá no Senado hoje ou amanhã? Não há, é perfeito.
Longe de Brasília, na Assembléia do Rio de Janeiro, neste exato momento está sendo julgada a cassação do Deputado Álvaro Lins, aquele que exigia 25 000 reais de cada delegado nomeado por ele, mensais e claro isentos de impostos. Só paga imposto quem não tem como sonegar, um orfão talvez e sem conhecidos ou advogados por perto. Um orfão que more na Ilha Fiscal, pronto, talvez este indivíduo, caso exista, não sonegue impostos. Eu sonego. Acabei de comprar um café e não exigi nota fiscal. O português colonizador, que veio nas caravelas, surdo, me gritou após o pagamento - Sai um Café, Chico! Próximo. Amassou a notinha e jogou no lixo empapuçado de tantas notas.
Empapuçado de notas é a imagem do ex-governador Anthony Garotinho. Dizem as más línguas, amigos do Lins e do Garotinho, que Lins era muito amigo da Rosinha, brincavam de casinha e de vez em quando de médico só para variar o pai nosso de todo dia. A Alerj é o palco da votação secreta realizada pelos deputados cariocas. Eles decidirão em blocos, ou seja, cada partido decidirá um voto em conjunto e portanto valerá como um só voto. Este tipo de processo retira automaticamente qualquer tipo de responsabilidade individual sobre o voto escolhido. É absolutamente surreal que um Deputado, um funcionário do povo, não se responsabilize por uma escolha onde seus resultados implicam diretamente sobre o modo de vida da população.
A polícia corrupta não tem uma explicação de assim ser somente em sua baixa renda, este é um fator, mas o que dizer da polícia Federal? Não há corruptos nela também? Recebem bons salários. Um delegado federal buscava uma mula de jóias diretamente no avião, não chegava a passar nem mesmo pelo corredor da alfândega, notícia do mês passado. Em um caso recente um conhecido recebeu uma proposta, antes de passar pelo raio-x, ganhou um cartão do policial federal, pagou 200 reais ali mesmo no corredor e ganhou um salvo-conduto para utilizar sempre que necessário. É isso o que está sendo votado hoje, um salvo-conduto. Lins obriga delegados a pagarem 25 000 reais mensais, policiais extorquem propinas da população, deputados pedem a Lins garantias dependentes de resultados. Um salvo-conduto que os livre de qualquer problema mais grave, nada como ter uma mãozinha da polícia em época de campanhas. Lins garantia em gravações o controle de currais eleitorais.
E tudo protegido, portas fechadas, a justiça de olhos fechados. Não porque todos são iguais perante a lei, mas sim porque alguns decidem o que é a lei e cabe ao resto aprovar sem ver nem ouvir o que se passa.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

- Eu te vejo, Tempo.

Qual a medida do tempo?
Horas é o mais mental possível que uma pessoa pode responder, lógica alemã. É relativo? Como na história em que o tempo passa devagar com uma mão na frigideira quente e rápido quando estamos com a pessoa amada. É só isso? Além da história de que o tempo passa mais devagar quando viajamos para o espaço, o que mais que há? Dias, meses, anos definitivamente não correspondem bem ao que denominam.

Há certos dias da vida em que uma curva surge no meio da reta, as horas vão passando pela janela, tentamos contar algumas mas nos desanimamos quando elas parecem ser sem fim. Uma curva vem chegando e antes de entrarmos nela já começamos a nos virar um pouco, há sempre aqueles que deixam para o momento final e ainda aqueles que decidem ir reto. Continuar a reta sobre a curva e sobre o que vier depois, nem que sejam obrigados a construir viadutos gigantescos para isso.
O tempo de virar é diferente para todos, assim como o tempo de vida. Ninguém vive o mesmo tempo que alguma outra pessoa. Todos tem uma experiência única, mesmo quando tentam ser únicos, que não pode ser intimamente compartilhada mas que se torna macia como um abraço carinhoso ao se identificar com algum semelhante.

Dias foram subdivididos em horas, como nossas vidas foram subdivididas em etapas. Nada mais vulgar e rudimentar do que determinar etapas gerais para uma vida, visões resumistas que ignoram um mar de acontecimentos e diálogos não só com humanos mas com o todo que nos afeta.
Sim objetos podem falar, mesas também sabem sorrir.
Um sapato sozinho é tão triste quanto um cadarço orfão.
Uma toalha molhada é amarga.
O mundo não se utiliza só de palavras, ele amplia estas palavras e se apropria dos sons, assim como o tempo se apropria de nossas sensações, sim o tempo pode se apropriar das sensações e não ser um clima-tempo, basta olharmos como há dias em que um passo é um deitar-se em pé, pensamos em mundos inteiros, vidas, histórias antes do outro pé chegar ao chão. Esse dia passa, simplesmente passa.
Há também dias em que não pensamos em uma só coisa, até sermos interrompidos, só há solidão acompanhada hoje em dia. Esses dias são coloridos, o ar se torna substância densa, pássaros viram aviões perfeitos, asfalto tem gosto de cinza arenoso, seco como a poeira, nos encontramos vivos, sem dizer nada, somente escutando. Cheirando com a pele e ouvindo com o nariz. Olhos às vezes podem atrapalhar criando associações, mas podem ser treinados.
E tudo isso cabe dentro do tempo, mas definitivamente não pode ser aprisionado dentro de horas, meses, anos ou etapas. Simplesmente se nega e nos mostra todos os dias como inventamos estar certos.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Hoje..., Amanhã?

Não recomendo o Rio de Janeiro para ninguém que queira visitá-lo, não estamos em guerra, isso é óbvio. Guerra só existe quando declarada oficialmente. Estamos em um estado de letargia, queremos que a questão seja resolvida, mas ao mesmo tempo não queremos realmente. É necessário o corrupto, por mais contraditório que isto soe, afinal todos tem uma necessidade como homens modernos de doar algo em vista de apaziguarem seus desejos de redenção. O corrupto faz a parte dele na sociedade, ele é o encarregado de desviar recursos de qualquer caminho que seja. O que aconteceria se todos os recursos fossem empregados de maneria correta? Simplesmente a sociedade como conhecemos acabaria. O formato atual seria extinto. Ninguém quer que isto aconteça, lamento, mas é assustador até mesmo para o mais liberal. Baudrillard expôs isso de forma brilhante em seu livro "Telemorfose Total". Agora estamos com várias questões, queremos realmente uma mudança? Estamos dispostos a mudar a estrutura de nossa sociedade como um todo? E quanto a uma mudança em nós? Uma mudança radical na vida, "simplesmente mudar de direção", possuímos essa força de fazer sem qualquer adversidade externa?

Enquanto não decidimos, relaxe, pegue uma cerveja, um vinho, abrace sua namorada e assista ao vídeo, porque o que acontece na tela é tão longe...