sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Frases

O eu que não tenho que perguntar – O que tem para o café? Calor. A água lhe responde. Quanta gente quanta alegria dizimada no ar dessa esperença involuntária criada voluntariamente.

No saber do que não sei eu sei que vou saber aquilo que ainda não sei.

Tudo isso é só para mostrar o quanto chego sem sair do lugar.

No final da reta tem uma curva. Dentro da curva tem uma reta.

No japão já é amanhã, então porque não me lembro do futuro?

Nasce uma história no morrer de uma senhora.

Tudo quanto eu quis me foi transformado naquilo que eu aceitei.

Enquanto durmo a repressão não vem, mas espero mesmo assim.

Porque não morro quando quero?

Quero o quando mais perto de mim.

Uma frase estúpida: Ainda bem.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Planeta Redondo

A saudade não é uma tentativa de retorno a viver nos tempos passados com esse corpo, mas sim de viver com aquela sensação. Aquela força de emoção que agora parece ter sido levada pela razão. A experiência broxa. A paixão está no não saber que é carregado pela inocência. Assim caminho pela estrada desconhecida e penetro na gruta do futuro. Tateando as paredes e esfregando o chão. A experiência reclama seu status, reclama sua morada e seu lar é o mundo.

Não há volta, não há retorno de pensamento, não há “eterno retorno” vivo e consentido.

Meu charuto apagou.

Me concedo mais vinho para que a fumaça não seja intragável.

E me lembro do que era.
Não de como era, pois isso é nostalgia.
Mas do que era.
Aquela imagem que me vêm, me machuca.
Aquele despreprado todo de amontoado do não saber me desespera em direção a não ser jamais aquilo de novo.
- Nunca mais voltar!
Declaro a independência deste país e com ele todo seu corpo geográfico está livre de retornos.
Não há mais contra-mão
Não há mais não saber.

Não há mais inocência.

Não há mais inocência.

Não há mais inocência.

Não há mais inocência.
Não há mais porque haver
um eu
no mundo.

Então o que faço aqui
Além de
Procurar a
Inocência perdida?

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Se Lembra?


Drops de cocaína para dor de dente

Em 1885, eram muito populares para crianças.

Não apenas acabava com a dor, mas também melhorava o "humor" dos usuários.




Um frasco de heroína da Bayer

Entre 1890 a 1910 a heroína era divulgada como um substituto não viciante da morfina e remédio contra tosse para crianças

Depois de Segunda

No final da noite
o que
resta
é a
manhã.

Nada mais.

Não lembro,

nada.

Quero
fuder tudo
e não
quero fuder
com
nada.

A água
é
minha deusa.

Sua refrescância
me atrai
como
uma boca
um
beijo.
+++++++++++++++++++++

Eu sei como é o outro lado.
O lado que ninguém voltou.
O lado de lá.

Lá do outro lado.

Onde não se chega a nado,
mas de barco.
O barqueiro
é opaco
e
rema
atrás
nunca ao lado.

O Sol se pôs
num falso vermelho++++++++Ao lado do
falso rosa.

Todos bateram palmas
- Aplausos para o falso.
Eu gritei------------ sozinho.

Em vão,
sem eco,
sem continuação,
sem ar.

E o outro lado
era assim
sem ar,
sem delongas,
sem eco.

Esqueça
tudo
e
saberás.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Laura


Na hora da pergunta ela estava tremendo. Mesmo sendo sua ofensiva, tremia. Nunca havia questionado o amor e ainda assim teve à audácia. Era sábado a tarde quando teve a surpresa do encontro funesto. Seu pai havia morrido e com ele o último galho da ávore se transformava em pó, agora era só, era o caule que andava. Sem folhas ainda e essa era a pergunta. Ele iria cuidar de seu jardim?

A resposta como todas já era sabida. A questão era só uma confirmação para rima da melodia em seu corpo. Sua mente não tinha mais cama para idéias, estava lotada e uma rebelião era iminente. Nunca gostou de dar um basta mas ao aquele porto da vida parecia o ideal lugar para se zarpar em uma aventura longinqua, aventura das que não se olha mais para trás por anos e anos.

Silêncio. David, homem forte de traços retos e olhar suave, não disse uma só palavra. Lágrimas fugiam enquanto suas mãos as pegavam de volta. Jurou para si mesma que esse era o último olhar que faria em direção àqueles olhos. Mentiu mais uma vez, sempre o fizera e sempre o faria.

David em silêncio se levantou. Andou para mais perto e cumprindo a mentira ela o lhou mais uma vez, agora não se importando com lágrimas ou o tempo, todos haviam morrido naquele sábado.

Respirou profundamente pois sabia que agora ele teria que falar alguma coisa mesmo qu eo que queria era profundo demais para palavras e bonito demais para imagens. David a abraçou com firmeza, ela derreteu sustentada pelos seus braços.

Lágrimas esquentaram suas bochechas, seus olhos se tornaram lagoas e seus anseios simples toques de ventos na pele. Sua mente não pensava só olhava enquanto sua resposta era vivida.
Paiting by Chuck Close

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Estou sem Nomes hj

Como a pessoa se sente feliz com alguém te esperando para acordar?
Como sua vida é completa com alguém te esperando acordar?
Como se pode ter liberdade se alguém te espera acordar?

Sem ninguém não se é ninguém nunca.
Assim é o que diz o ditado da filosofia,
ficou chato agora,
o texto eu quero dizer.
E se estou prestando atenção a cada detalhe do que ocorre agora neste exato momento, deve ter alguma importância o que esta ocorrendo neste exato momento.

Mas o gelo,
continua,
a derreter
sempre.

A música continua,
e se o som é o mesmo,
assim é também nosso caminhar,
Por que corro?
Se o lugar é
o mesmo que
cheguei.